Jul 19, 2008
É assim o Brasil?
Essa postura firme e intransigente por parte da própria sociedade não se limita à Lei Seca. O descaso com a Constituição se evidencia no que atualmente já é chamada de Crise Institucional, envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal. O que está claro é que se opor traduz-se estar errado, pura e meramente.
Por que não se questiona a antiga lei e os motivos pelo qual a mesma não deu certo? Blitz e punição não existiam até dia 19/06/2008? Fiscalização também é novidade, então? Por que não se indaga o motivo de haver, até pouquíssimo tempo atrás três bafômetros na 4ª maior cidade do mundo?
Visa-se reeducar a população introduzindo legislação que extirpa dos cidadãos direitos com tanta luta obtidos, molestando a história e memória de um povo que se unia contra esse tipo de autoritarismo e idiotia, esquecendo-se e pior, vendendo a idéia de que é possível e correto omitir-se com relação à educação de base, como se a mesma fosse utopia. Lei não muda cultura. Não a introduz nem mesmo a rouba. O mesmo vale para educação. Motorista não começa a se educar no banco do carro, mas sim na cadeira da sala de aula - ou ao menos deveria.
Há uma tendência em argumentar que brasileiro só aprende na ‘marra’, justificando assim inconstitucionalidades e violações a liberdades que a própria Constituição nos garante. Na sociedade moderna cada vez mais ouvimos discursos e retórica sobre como para garantirmos o bem de todos, precisamos sacrificar certas liberdades, devolver direitos, violar princípios. A moral avaliada como certa nos é alimentada, e discuti-la tornou-se politicamente incorreto, sob pena de descrédito.
A cada momento o Brasil se transforma em um país onde os fins justificam os meios. Uma lei é promulgada e, mesmo ferindo a Constituição, é apoiada; Um ministro do STF tem sua reputação colocada em xeque ao recusar-se a bolinar a Constituição, mas ‘ricos’ estão sendo presos; Mais de quatrocentas mil pessoas (no ano de 2007 apenas, e incluindo desembargadores, atores e até ministros) estão sendo grampeadas – sem motivo claro para grande parte – mas a confiança no Estado é maior que qualquer agressão e, portanto, inabalável.




Feb 25, 2008
Feb 24, 2008
Feb 23, 2008
Sucata Nacional - Folha de São Paulo de 23/02/08
Feb 15, 2008
Lula para Presidente Bernardes
Baseando-se nesse depoimento, uma de tantas pseudo-promessas, proferida pelo presidente Lula no ínicio de seu 1° mandato, entedemos então que, o governo faria esforços e tomaria atitudes em favor da, "massa". A mesma que contribui, mesmo que em menor valor, para o caixa da união. Teve seu dinheiro repassado à bandeira de cartões de crédito, usados pelos nossos ilustres governantes, para despesas realmente necessárias e inerentes a qualquer governo honesto, que governa para a massa.
A mesma que presenciou, o pior acidente aéreo da história do país. Mais de 170 famílias choram ainda hoje, pela inépcia e incopetência do setor aéreo. De quem é a culpa? Anac? Infraero? TAM? Congonhas? Pro presidente isso parece não importar, pois a Agência Nacional de Assassinos Civis, agora é presidida por Milton Zuanazzi à convite do próprio presidente, a experiência dele na área? Não se sabe. Afinal, ele era Secretário Nacional de Políticas de Turismo. Cargo excepcional de notoriedade ímpar. Assim como a massa, que tem um governo customizado e exclusivo.
A máfia das ambulâncias; o Mensalão; o escândalo do Bingo e dos Correios e a CPI do Banestado, atestam soberanamente, a excelência governamental que vivemos atualmente.
O asco se faz presente, em todos as notícias referentes à política brasileira. Independentemente da classe social, da "massa" à "elite", o repúdio é constante.
O governo tem de ser para todos, não há distinção na forma de presidir uma empresa, muito menos uma nação.
O filho do sindicalista que se tornou presidente da república, tem graduação no exterior. Então o porquê dessa demagogia exacerbada em palanques políticos, dizendo ser filho de pais analfabetos, e colocar um bonézinho do MST?
A resposta está à mostra para todos nós.
Se, hipoteticamente, o poder judiciário fosse competente, se a lei fosse aplicada à todos os cidadãos brasileiros, e o presidente fosse para um julgamento, sem foro privilegiado é claro. Qual seria a possibilidade de condenação? O destino?
100%. Presidente Bernardes, presídio de segurança máxima.
O cartão de todos
Nos 46 dias desde o começo do ano, mais de 128 bilhões de reais foram arrecadados pelo governo. Boa parte, sem dúvida, vai para auxiliar no pagamento dos cartões corporativos - que até tesoureiros do PT carregam - em diferentes restaurantes, hotéis, lojas de presentes, bares, locadoras de veículos, não contando os saques em dinheiro com destino tão obscuro e difícil de traçar quanto é complicado entender as diversas atitudes arbitrárias, contraditórias e moralmente promíscuas do governo e dos próprios brasileiros.
O dinheiro vai, também, para pagar os salários dos parlamentares e custear cada CPI - palanque para senadores e deputados e teatro do governo.
O cartão corporativo não é só da ministra, do segurança, do tesoureiro ou do presidente. É seu, meu e de todo brasileiro que contribui moral e financeiramente para a manutenção do cargo dos que o usam tão destemidamente.
Feb 14, 2008
A matemática do governo
O Planalto liberou 206 mil reais para o pagamento dos aluguéis, entretanto o dono da empresa reconhece apenas 40 mil reais em serviços prestados. Não existe Autorização para Impressão de Documento Fiscal, e o endereço das notas é fictício.
Em defesa do cartão e seu sigilo quando se diz respeito a gastos da presidência, o presidente disse que não se pode “dizer onde é a casa dos seguranças do presidente, você não pode dizer onde que ele vai alugar um carro. Porque, se você disser, fica muito fácil, quem quiser fazer a desgraça faz a desgraça por antecipação." "Não é a Presidência que gasta. Quando eu sair daqui, a Presidência continua. A Presidência é uma instituição que as pessoas precisam aprender a respeitá-la, e não banalizá-la”.
Uma coisa é defender sigilo e não divulgar informações que dizem respeito à segurança, outra bem diferente é divulgar números irreais e mentirosos.
O TCU suspeita também de superfaturamento e pagamento de diárias a mais com os cartões em viagem a Ribeirão Preto e Sertãozinho, em maio de 2003.
Feb 12, 2008
Omissão irresponsável
“[...] maneira de permitir que áreas já desmatadas tenham seu uso econômico intensificado, reduzindo a pressão por novos desmatamentos.”A pressão por novos desmatamentos existirá sempre, com ou sem aval do governo. O necessário é existir punição severa para quem desmata. Que lógica é essa que o governo usa ao tentar vender a idéia de que quem desmata, recebendo mais por isso irá parar por aí? Essa proposta basicamente diz que quem desmatar estará livre para lucrar, tendo garantido [pelo próprio governo] que futuros desmatamentos serão recompensados e incentivados.
O governo já recompensa quem não estuda, ignora quem invade e agora quer avalizar quem desmata? Como é que o povo brasileiro deixa isso acontecer? Onde está a vergonha, a indignação, a revolta e repulsa?
Como que um governo [em teoria] sério, digno e sensato pode, sem a menor vergonha propor que se deixe desmatar, se ganhe para isso e se lucre com esse desmatamento sem sequer falar em punição ou efeito que a decisão pode ter em longo prazo? Quer dizer então que contanto que se cultive o dendê tudo estará salvo? É essa a solução?Desmentido o apoio do governo, a medida continua em tramitação no Congresso.
Feb 11, 2008
Feb 10, 2008
"Algo de podre..."
Confesso que, de início, me perguntei o motivo de tanta pressa para implementar a CPI. Pensei, em um exemplo imenso de ignorância e ingenuidade, que poderia estar exagerando ao desconfiar de (talvez até procurando) segundas, terceiras, enfim, infinitas intenções que inevitavelmente seguem as ações dessa administração. Pois bem. Certo dia vi uma matéria que esclareceu tudo.
O partido que conseguir a implementação da CPI, escolhe seu relator.
A pressa de nada importa. A relatoria, junto com a investigação datando desde 1998, já mostram o segundo e terceiro ato dessa peça. Ora, com a relatoria garantida, jamais o presidente sentirá uma brisa sequer de sua sala. E com a investigação começando em '98, haverá material suficiente para o governo fazer o velho jogo do 'Eu sou ruim, mas o anterior era pior', o qual todos nós já estamos acostumados.
A estratégia é aparente, o resultado previsível, e a omissão do povo desconcertante.
Feb 7, 2008
Molho Extra
Resta saber se essa se tornará mais uma peculiaridade que a população aceita como traço de personalidade do brasileiro, e de forma incrivelmente ligeira ampara sem incômodo algum, tal qual o mensalão, caixa dois, caso Renan Calheiros, Sanguessugas e tantas outras particularidades do governo que o povo teima em aceitar e pedir bis.

Ora, levando em consideração que, nos mais de dois meses no ar o site angariou míseras 188 mil assinaturas, penso inevitável mais essa pizza.
Hipocrisia
Em Novembro de 2007, New Jersey aboliu a pena de morte. Milhares de pessoas festejaram (com mérito) essa vitória, porém o que não se diz é a verdadeira razão pela qual se chegou a tal decisão. Não foi por uma repentina noção de civilidade, nem por um apreço aos direitos humanos, nem mesmo pelo fato já provado de que a pena de morte não é um fator que diminui a criminalidade. A razão foi uma só: monetária. Viu-se que ao invés dos $72,602 dólares anuais gastos com o corredor da morte, seria possível gastar os habituais $40,121 com encarceramento comum. De nobre a decisão não tem nada. Mas a moral do governo melhora, juntamente com os cofres públicos, e, por fim, uma vida é salva e problemas maiores evitados.

Sim, existe o preconceito da sociedade moralista e não fumante, preconceito esse que se entende, porém preconceito mesmo assim. E existem pessoas que genuinamente querem parar e não conseguem. Existem os que param com sucesso. Os que nunca tocam em um cigarro, e até aqueles que fumam uma vez e acham nojento e nunca mais se incomodam com isso, porém tudo é, além de relativo, irrelevante, pois a verdade é: o ser humano é hipócrita. E estando bem para o bolso, a maioria está de acordo.








