Confesso que, de início, me perguntei o motivo de tanta pressa para implementar a CPI. Pensei, em um exemplo imenso de ignorância e ingenuidade, que poderia estar exagerando ao desconfiar de (talvez até procurando) segundas, terceiras, enfim, infinitas intenções que inevitavelmente seguem as ações dessa administração. Pois bem. Certo dia vi uma matéria que esclareceu tudo.
O partido que conseguir a implementação da CPI, escolhe seu relator.
A pressa de nada importa. A relatoria, junto com a investigação datando desde 1998, já mostram o segundo e terceiro ato dessa peça. Ora, com a relatoria garantida, jamais o presidente sentirá uma brisa sequer de sua sala. E com a investigação começando em '98, haverá material suficiente para o governo fazer o velho jogo do 'Eu sou ruim, mas o anterior era pior', o qual todos nós já estamos acostumados.
A estratégia é aparente, o resultado previsível, e a omissão do povo desconcertante.
