Feb 14, 2008

A matemática do governo

Foram detectadas pelo TCU 27 notas fiscais frias no aluguel de veículos para o Planalto, em uma viagem do Presidente Lula em 2003 em Ponta Porá, MS.

O Planalto liberou 206 mil reais para o pagamento dos aluguéis, entretanto o dono da empresa reconhece apenas 40 mil reais em serviços prestados. Não existe Autorização para Impressão de Documento Fiscal, e o endereço das notas é fictício.




Em defesa do cartão e seu sigilo quando se diz respeito a gastos da presidência, o presidente disse que não se pode “dizer onde é a casa dos seguranças do presidente, você não pode dizer onde que ele vai alugar um carro. Porque, se você disser, fica muito fácil, quem quiser fazer a desgraça faz a desgraça por antecipação." "Não é a Presidência que gasta. Quando eu sair daqui, a Presidência continua. A Presidência é uma instituição que as pessoas precisam aprender a respeitá-la, e não banalizá-la”.

O país também é uma instituição que jamais pode ser banalizada. O exemplo vem de cima, ou ao menos deveria.

Uma coisa é defender sigilo e não divulgar informações que dizem respeito à segurança, outra bem diferente é divulgar números irreais e mentirosos.

O TCU suspeita também de superfaturamento e pagamento de diárias a mais com os cartões em viagem a Ribeirão Preto e Sertãozinho, em maio de 2003.